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quinta-feira, 22 de março de 2012

Quarta, 21/3/2012 03:47

Hoje eu tento aceitar que nada que eu faça provocará a sua volta. Do mesmo jeito que nada que eu fiz evitou a sua partida. Quando me lembro daquela noite, me sinto mal e logo vem a vontade de chorar.
   Com os olhos cheios de lágrimas respiro fundo, me levanto. Procuro alguma coisa que te tire dos meus pensamentos. - Vou até a cozinha, abro a geladeira me deparo com algumas garrafas de vinho.
Sempre ouvi mamãe dizer que um tal de "Paul" não sei das quantas e um Argentino são os melhores.
   Sem pensar no que pode acontecer quando descobriram que bebi, e que acabei com um dos melhores vinhos que havia na geladeira, - pego uma garrafa e uma taça que papai contuma beber wisky. Me sirvo e começo a beber um copo após o outro.
  O álcool presente agora em minhas veias me deixa elétrica porém um ponco zonza e feliz.  - Fico sentada tentando me lembrar quando foi a última vez que havia me sentido assim. Eu queria sorrir, mas não havia motivos pra isso afinal, por qual motivo eu estava naquele estado?!
- Me levanto novamento, ando de um lado para o outro. Não consigo fico quieta, me sinto na obrigação de fazer alguma coisa. - Vou até a jenela e fico observando os gatos e cachorros de ruas.  Olho para o céu e vejo que as estrelas resolveram não aparecer esta noite. Ao horizonte é possível ver uns raios de luz avisando que o dia já está chegando e que logo meus pais estaram levando pra ir trabalhar e eu tinha que começar a me arrumar pra ir á escola.
  - Saio da janela e me sento no sofá novamente, o local onde eu estive durante todas as tardes até a chegada da noite, pensando trilhões de coisas. - Me deito e fico parada observando o teto. Não há nada de belo muito menos que chame a atenção nele, mas fiquei ali o observando por um bom tempo.
Ouço barulhos e vejo que meus pais se levantaram pra ir ao trabalho. Depois de um tempo, eles saem e vão embora. Ótimo, novamente sozinha.
Já eram 4:20 da manhã e o sono não havia dado nenhum sinal, até aquele momento.  Ainda sob efeito do álcool continuo com a sensação de que alguma coisa eu tenho que fazer. Qualquer coisa, portanto que o tire da minha cabeça! - Vou até meu quarto, pego alguns cadernos e papes soltos e começo a ler. São frases e textos que não deu tempo de entregar á você. Sinto as lágrimas caindo e começo a me lembrar de tudo o que um dia você me disse e eu tola, acreditei.
 - Ligo o computador e começo  a procurar nos registros o seu e-mail. Sorrio ao encontrar e começo a ler nosso histórico. Chorando eu leio coisas lindas que você me escreveu e jurou ser verdade. Até hoje, você diz que não mentiu sobre nada, mais existem certas dúvidas. Sorrio ao ler as coisas idiotas que dissemos um ao outro.  -Fico com raiva de mim mesma e com raiva puxo a tomada do computador.
 Eu queria entender o porquê do fim. Na hora pensei em te ligar só pra ouvir sua voz de sono dizendo "Alô?" e depois desligar. Peguei o celular, procurei seu número e fiquei olhando me perguntando, "ligo ou não ligo?".
Por fim eu já não me encontrava mais ali e você estava na minha frente. Eu sorri de lado e abaixei a cabeça. Meu coração acelerou quando sentiu que você se aproximava. Ouvi sua voz pedindo pra não hesitar, senti sua mão segurando meu rosto e o levando contra o seu. Com a respiração ofegante, fecho os olhos e espero tudo acontecer...
 O celular vibra, eu acordo. Abro e leio a mensagem; "Já está na escola?"  - Abaixo a cabeça e vejo que tudo não passou de mais um sonho meu, droga.

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